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Fatura da água vai subir em Matosinhos

Foi aprovada a proposta do aumento do tarifário da água para 2023, em Matosinhos. A decisão foi tomada na reunião pública do Executivo. Apenas o PS votou a favor, enquanto os restantes partidos rejeitaram a proposta.



De acordo com a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, este aumento fundamenta-se na fórmula contratual da concessão da Indaqua, e que a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) obriga o Município a aplicar. "Preferíamos que não aumentasse, mas não há nenhuma medida política nesta atualização, tratando-se simplesmente de um cumprimento das regras", acrescentou a autarca.

O vereador da Gestão Financeira e Auditoria, Vasco Pinho, explicou que, depois de atualizados os índices e preços por consumidor, e tendo em conta que o consumo médio individual em Matosinhos é de 7,14 metros cúbicos por mês, a subida na fatura ficará nos 1,18 euros, dos quais 1,10 euros são receita da Indaqua.

Apesar de aprovada, a proposta teve os votos contra do PCP, do PSD e do movimento António Parada Sim!.

O vereador do PCP, José Pedro Rodrigues, fundamentou o seu voto contra ao referir que "o conjunto de taxas que aumenta significativamente vão penalizar os matosinhenses, e sendo a água um bem essencial, o partido é contra a decisão que chega num momento peculiar em que se assiste a uma grande inflação na maioria dos bens".

Ainda assim, a Autarquia salientou que a água continua a ser a mais barata, comparando com os outros municípios da Área Metropolitana do Porto.


Encerramento temporário da ponte móvel em 2024

Em entrevista à Lusa, o presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) revelou, no passado dia 22 de dezembro, que será feita uma manutenção prolongada durante alguns meses na ponte móvel de Leixões, prevendo que os trabalhos aconteçam em 2024.

Na reunião, o vereador do PSD, Bruno Pereira, demonstrou-se "preocupado" com o impacto do encerramento, uma vez que vai provocar um "afunilamento do trânsito na A28". "Esperemos que a nova administração da APDL colabore com os matosinhenses e não atrapalhe", acrescentou o vereador. Da mesma opinião que Bruno Pereira, o vereador do PCP, José Pedro Rodrigues, expôs que "depois que foi reparada, em 2015, a ponte tem dado problemas constantes".

Sobre este tópico, a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, reforçou que os trabalhos serão para fazer reparações, confirmando que o Município vai estudar, a par com a APDL, a melhor forma para fazer esta intervenção num curto prazo. "Já pedimos um projeto, mas ainda não está concluído", referiu a autarca.


PSD alerta à falta da rede de metro em Matosinhos

O vereador do PSD, Bruno Pereira alertou para os problemas estruturais na estação da Senhora da Hora, e a preocupação para a falta de investimento na expansão de novas linhas em Matosinhos, como o projeto da linha de São Mamede de Infesta que está "sem progressos".

O assunto "voltou mais uma vez à reunião do Executivo, mas a resposta é a mesma", referiu Luísa Salgueiro, explicando que "não vai ser construída uma cobertura, como já foi anteriormente proposto, uma vez que os estudos da Metro do Porto prevê, que aquela estação seja subterrada".

Quanto às linhas do metro, a autarca afirma que o Município já encomendou estudos de mercado para mostrar, de forma objetiva, a necessidade da construção de mais linhas, e nomeadamente já diminuiu os custos, para tornar os projetos mais acessíveis. No entanto, "a expansão da rede pode justificar-se mais em outros concelhos, e isso ultrapassa a autarquia", explicou Luísa Salgueiro.


Conclusão de obras vai criar 105 habitações

O Conselho de Ministros autorizou a realização da despesa para solução da aquisição e reabilitação de 105 fogos, em dois prédios inacabados, na Rua Flor de Infesta, em Matosinhos, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Na reunião, Luísa Salgueiro anunciou a autorização da candidatura feita em 2021, e que a requalificação daqueles dois edificados deverá ajudar nas carências de habitação social.

No comunicado publicado no Diário da República, pode ler-se que "o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), na qualidade de beneficiário intermediário, poderá realizar a despesa até ao montante de cerca de 19 mil euros".

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