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Nadadores-Salvadores pedem profunda reflexão sobre o conceito de Época Balnear

Nadadores-Salvadores pedem profunda reflexão sobre o conceito de Época

Balnear em Portugal e pedem implementação de dispositivos permanentes em toda a orla costeira.



A maior Associação de Nadadores Salvadores em Portugal lançou o repto na passada sexta feira diante de 300 pessoas na sua Gala ao afirmar que devemos em Portugal refletir se o conceito de Época Balnear ainda faz sentido nos moldes em que o conhecemos, exige que sejam implementados dispositivos permanentes de vigilância em todas os concelhos costeiros e sugere que seja criada uma bandeira para sinalizar a boa ou má qualidade das águas balnear de determinada praia para a bandeira vermelha não ser descredibilizada quando está içada sem ser por avaliação direta das condições marítimas.

São 3 as principais reflexões que o Presidente da Associação e membro da Comissão Técnica do Salvamento Aquático – Carlos Eduardo Ferreira - lança na sua intervenção:

1. Redefinir o conceito de Época Balnear, ajustando-o à realidade do que vivemos hoje em

Portugal em que as zonas costeiras e ribeirinhas estão cada vez mais procuradas fora do verão e onde cada vez mais se registam ocorrências fora do período balnear;

2. Implementar dispositivos permanentes de vigilância nos concelhos costeiros que apostem na prevenção de situações de risco, diminuam o tempo de resposta em emergências, apoiem a Proteção Civil em missões de catástrofe ou intempéries e evitem que o número de mortes por afogamento continue a aumentar ano após ano;

3. Criar uma bandeira (como acontece com a bandeira azul, bandeira de qualidade das areias e bandeira da acessibilidade) que sinalize a boa ou má qualidade das águas balneares, de forma que quando análises pontuais da água de uma determinada zona balnear apresentar má resultados (dias após a análise ser feita) e se mande içar a bandeira vermelha sem o mar apresentar condições para tal, os banhistas não descredibilizem e consequentemente desrespeitem o significado da bandeira vermelha e saibam que aquela zona balnear se encontra temporariamente com a água imprópria para banhos.

No final da intervenção, Carlos Eduardo Ferreira, remata:

“temos de garantir a subsistência desta profissão, formar bons profissionais e garantir que eles têm condições para fazer carreira de Nadador Salvador prestando um melhor serviço à comunidade, integrando dispositivos anuais permanentes, estando prontos para o socorro e para apoiar a população em zonas costeiras e ribeirinhas. O conceito de Época Balnear já não faz sentido e o aumento do calor fora do dito período da Época Balnear diz-nos isso mesmo: já

não se justifica ter Nadadores Salvadores apenas nos meses de junho, julho e agosto e setembro e os nossos governantes têm de perceber isso e investir num serviço de boa qualidade e que ajude a acabar com o crescente aumento de mortes por afogamento em Portugal e que ajude a implementar uma nova cultura de segurança aquática e faça prevalecer o respeito pelo Nadadores Salvadores e as Autoridades com jurisdição marítima. É inaceitável que num País em que o turismo representa 16% do PIB (dados de 2022) não tenha as suas praias seguras e com dispositivos de vigilância permanentes.”

Os Delfins – Escola de Formação em colaboração com os Os Golfinhos – Associação de Nadadores- Salvadores realizaram mais uma Gala de Nadadores-Salvadores na Póvoa de Varzim no passado dia3 de novembro. Nesta Gala que juntou mais de 300 pessoas (de evidenciar que a Associação responsável pela formação de cerca de 50% dos Nadadores Salvadores em Portugal formou 407

Nadadores-Salvadores em 2023 e colocou ao serviço cerca de 400 na sua zona de jurisdição) foram apresentados os resultados operacionais entre o dia 1 de abril e 31 de outubro (1668 ocorrências, das quais 145 salvamentos 1450 intervenções de primeiros socorros, 4 paragens cardiorrespiratórias, 39 buscas/desaparecidos e 30 outras, que resultaram em 0 mortes e 179 evacuações hospitalares) nas praias da Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Matosinhos e Porto.

A associação destaca também deste total o número de ocorrências fora da Época Balnear: 50 no concelho do Porto e 74 no concelho de Vila do Conde, concelhos estes que implementaram este ano pela primeira vez dispositivos fora da Época Balnear (Serviço Anual de Assistência Balnear).

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