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Ponte Luiz I abre ao público no final deste mês

A reabilitação do tabuleiro inferior da ponte Luiz I aproxima-se do final. A empreitada deste marco histórico da cidade do Porto vai permitir que não sejam necessárias mais intervenções, pelo menos, durante os próximos 30 anos



A obra, que teve início em outubro de 2021, “expôs a memória de três séculos distintos que atravessam o Porto e Gaia, em que o desgaste do tempo se fez sentir no aço de Théophile Seyrig, o colaborador de Gustave Eiffel que engenhou a travessia”, lê-se na notícia da Sapo 24.

“Só após a decapagem da pintura aqui da ponte pudemos verificar que havia mais anomalias do que aquelas que estávamos a contar, e que estavam previstas no projeto. Tivemos que o rever e colocar mais chapa, mais cantoneiras, e isso claro que atrasa a obra”, afirmou à Lusa Joana Moita, engenheira responsável pela fiscalização da empreitada a cargo da Infraestruturas de Portugal (IP), citada pela mesma fonte. “Os topos das vigas estavam em muito mau estado, assim como os aparelhos de apoio”, acrescentou ainda, explicando que isso fez com que tivessem de ser substituídos “na íntegra” e, assim, adiar o prazo de conclusão da obra seis meses.

“Neste momento esses trabalhos já estão totalmente feitos, e agora estamos a correr para o final do mês, se tudo ajudar”, inclusive São Pedro, que, segundo a engenheira, “não tem ajudado muito”, principalmente no campo da pintura.

Os últimos trabalhos estão a decorrer do lado de Gaia, uma vez que “toda a parte da zona norte, no Porto, já está pronta”. “Estamos a terminar lá os trabalhos de reforços, temos ainda a laje de transição executada, a instalação do oleodinâmico, e estamos a terminar com as pinturas”, esclarece Joana Moita.

Apesar das intervenções, os “miúdos da Ribeira” continuavam a atirar-se do tabuleiro da ponte, do lado do Porto, que conhecem “como a sola dos seus pés”.

“Foi muito complicado, porque tínhamos sempre receio, quer pela segurança deles quer pela segurança do pessoal. Não só atiravam-se da ponte, como vandalizaram algumas partes da obra”, revelou, “reconhecendo que ‘isso é o normal’ ali na zona” e se trata de uma “tradição”.

De acordo com a mesma fonte, as memórias de uma técnica de construção antiga obrigaram ao recurso a ‘mão-de-obra especializada’ para a executar, numa empreitada que também será uma viagem rumo ao futuro, onde serão sentidas novas vibrações”.

“Esta estrutura tem maior rigidez, ou seja, vai ser mais difícil sentirmos as vibrações da ponte”, explicou Joana Moita revelando, ainda, que serão afixados “painéis de informação a avisar a população sempre que a ponte é atravessada por uma multidão” e um “aparelho oleodinâmico, para deslocações longitudinais, ou seja, [para] travagens bruscas dos veículos ou um sismo”. “Esse aparelho trava essas deslocações e faz com que o tabuleiro se mantenha na formação original”, esclareceu.

Está previsto que esta intervenção “dure para que não seja precisa uma nova durante ‘pelo menos 30 anos ou mais’”.

De referir que o custo total da reabilitação da emblemática ponte Luiz I, com cerca de 140 anos de história, está nos 4,2 milhões de euros, ao contrário dos 3,3 milhões previstos, devido às intervenções “extra” necessárias e, também, “devido à crise das matérias-primas, ligada à guerra na Ucrânia”.

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