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Praias de Matosinhos com carros anfíbios e passadeiras para ajudar deficientes

A Câmara de Matosinhos disponibiliza a partir da próxima semana quatro carros anfíbios e passadeiras nas praias para pessoas com mobilidade reduzida, num projeto que inclui formação nos concessionários, revelou hoje à Lusa fonte do município



Na informação enviada, a autarquia informa que as novas valências decorrem da candidatura "Mar Para Todos", que "obteve financiamento comunitário de cerca de 500 mil euros".

O anúncio ocorre no mesmo dia em que o PSD levou a reunião de câmara um conjunto de propostas destinadas a "dignificar os 12 quilómetros de costa de Matosinhos", reivindicando a introdução de um "Plano Municipal de Acessibilidades para os cidadãos com mobilidade reduzida".

Do conjunto de reivindicações faz também parte a construção de estruturas de apoio para nadadores-salvadores, infraestruturas para desportos coletivos, circuitos de manutenção, parques infantis e instalação de sistemas de vídeo vigilância para utilização das autoridades policiais.

Ainda segundo o município, foi recentemente inaugurado um campo de basquetebol e no próximo fim de semana serão inaugurados mais três, um na praia da Agudela e dois na praia do Cabo do Mundo, num total de sete até ao fim do ano.

Na orla costeira, continua o município, foram instaladas perto de duas dezenas de miniginásios 'outdoor' e estão a entrar em processo aquisitivo uma série de estruturas para mais de uma dezena de campos informais de praia de voleibol de praia, futevólei e ténis de praia e de andebol de praia em Leça da Palmeira.

O executivo ouvir também da parte da CDU a oposição à localização encontrada pela câmara e pela Santa Casa da Misericórdia de Matosinhos para implantar um lar de idosos perto de um quartel de bombeiros "onde por dia saem cerca de vinte ambulâncias em emergência pré-hospitalar, com sirenes e a agitação própria destas missões".

"Além das saídas para serviços de urgência, em volta do quartel é normal haver atividades de formação e instrução de bombeiros envolvendo fogo real, fumo e condução de veículos pesados, entre outras atividades que entram em choque claro com a natureza de um lar de idosos", lê-se ainda no documento a que a Lusa teve acesso.

Em resposta à Lusa, a autarquia argumenta que localização da estrutura residencial para idosos "teve o parecer positivo da Autoridade Nacional da Proteção Civil, da Unidade de Saúde Pública, da Segurança Social e do departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Matosinhos" (...) e que o início da obra deve ocorrer "muito em breve".

Sobre a atividade formativa dos bombeiros, o município disse que "está assegurada e passará a ser realizada num terreno contíguo ao quartel".

O vereador comunista José Pedro Rodrigues lembrou que a câmara "está a falhar no compromisso de realizar uma reunião convocada especificamente para a discussão do estudo de avaliação do projeto do parque eólico, promovido pela autarquia em torno daquele que será o projeto de sempre com maiores impactos ambientais na costa portuguesa".

"Defendemos que sejam tomadas todas as medidas para promover um debate amplo e esclarecido deste projeto", afirmou José Pedro Rodrigues, para quem o projeto "começou mal, sem os estudos globais de impactos que o próprio Governo tinha obrigação de proporcionar à cabeça desta discussão, e continua mal se não forem abertos a tempo os espaços para a comunidade debater as implicações deste investimento".

Em resposta, a câmara lembrou que a distância de instalação das antenas passou dos três quilómetros da costa para 38 km, afirmando, por isso, tratar-se de "uma conquista importante dos municípios, nomeadamente de Matosinhos, que têm até ao dia 14 de julho para se pronunciarem".

"Neste momento está a ser preparada a pronúncia e só no final do mês de julho será conhecido o documento final. Os partidos da oposição receberam, naturalmente, a primeira versão do plano e já houve indicação dada aos serviços para fazerem chegar a segunda versão do mesmo, sendo que a autarquia está, como sempre esteve, disponível para discutir e receber contributos dos vereadores e de todas as associações setoriais envolvidas direta ou indiretamente neste processo, com quem tem tido inúmeras reuniões de trabalho", acrescenta.

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