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Seminário sobre violência doméstica

Iniciativa da delegação de Matosinhos da Cruz Vermelha Portuguesa


“A Máscara que protege também esconde: A outra face da Violência Doméstica - O que escondeu o COVID na Violência Doméstica, da infância à 3ª idade” é o tema do seminário que a delegação de Matosinhos da Cruz Vermelha Portuguesa organiza hoje no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com o apoio da autarquia. Ao longo do dia, oradores com intervenção direta e indireta na área da violência doméstica abordarão questões como a vulnerabilidade e violência sobre as pessoas mais velhas durante a pandemia, a violência doméstica durante a pandemia, as trajetórias de vida de pessoas LGBTI vítimas de violência doméstica, a causa escondida de muitas perturbações de saúde e as fragilidades reveladas no pós-pandemia. A sessão de abertura do evento contou com a participação do vice-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Carlos Mouta, da secretária de Estado da Igualdade e Migrações, Isabel Rodrigues, e da presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Ana Jorge. “A violência doméstica é um problema que se torna cada vez mais evidente. Espero que não signifique um aumento do número de casos, mas um maior número de conhecimento. Os casos reais já existem. Estavam escondidos. Só conhecendo, conseguimos dar resposta a estas situações”, adiantou Ana Jorge. A presidente da Cruz Vermelha Portuguesa recordou que a primeira casa-abrigo do país para acolhimento temporário de vítimas de violência doméstica abriu em 2006 em Matosinhos, tendo já acolhido cerca de 700 mulheres e 400 crianças. A nível nacional, destacou as seis casas de acolhimento de emergência, as sete estruturas de atendimento e acompanhamento, o transporte, o apoio psicossocial e a teleassistência. A secretária de Estado da Igualdade e Migrações realçou que “o combate à violência doméstica é uma prioridade”, acrescentando que “o reforço da verba nesta área no orçamento de Estado para 2023 traduz esse compromisso”. “A nossa rede de resposta abrange 95% do país. Temos 198 estruturas de acolhimento, 35 casas-abrigo, 26 estruturas de acolhimento de emergência, 31 espaços de apoio psicológico de crianças e jovens vítimas de violência doméstica”, referiu. Para Isabel Rodrigues, “a prevenção primária é muito importante”. “Não devemos olhar só para as vítimas, mas também para os agressores do ponto de vista da prevenção. Isto é um problema global. A prevenção tem que envolver a educação para a não violência, envolver as crianças e jovens, apostar em campanhas de prevenção da violência no namoro, combater os estereótipos”, salientou. Já o vice-presidente da autarquia, Carlos Mouta, falou sobre o trabalho que a Câmara Municipal de Matosinhos tem desenvolvido ao longo de anos em parceria com várias instituições, na resposta a situações de violência doméstica, violência e discriminação de pessoas LGBTI, violência no namoro ou tráfico de seres humanos.

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