Avenidas Brasil e Montevideu mantêm passeios mas ficam com menos uma faixa de rodagem

A decisão ainda não está tomada, mas o mais certo será as avenidas Montevideu e do Brasil, no âmbito do projeto para as avenidas atlânticas, no Porto, conservarem a zona pedonal e perderem uma faixa de rodagem, no sentido Porto/Matosinhos



O vereador do Urbanismo e do Espaço Público, Pedro Baganha, disse, esta segunda-feira, que o Executivo da Câmara do Porto está inclinado para esta solução e que haverá uma reunião com o PSD para conciliar posições.

"Terá que haver uma contratação externa para fazer o projeto definitivo. É o que está neste momento em curso", referiu o vereador, adiantando que a ser escolhida aquela solução será a opção C, conforme foi apresentada aos munícipes,

"Não passa por uma obra de construção civil, mas pela reorganização do espaço viário apenas com delimitações rodoviárias", esclareceu.

"O PSD da Foz vai ter uma reunião esta semana que vai determinar qual é a solução final. Esta matéria das avenidas atlânticas resulta do entendimento entre o movimento de Rui Moreira e o PSD", afirmou. "Terei uma reunião com o PSD para chegar a um entendimento. A solução mais lógica será aquela que minimiza custos e não reduz a área pedonal. Se não for possível um consenso, estaremos cá para decidir", garantiu.

Sobre a opção, reafirmou ser a que "faz mais sentido", embora vá salvaguardando que não quer "estar a antecipar os resultados do projeto".

"O sentido de Norte para Sul (Matosinhos/Porto) terá duas faixas de rodagem, pois permite as viragens à esquerda. Permite que a faixa central seja uma faixa de espera para quem vira à esquerda, permitindo que o movimento de Sul para Norte não seja obstruído", prosseguiu

Esta solução retirará uma faixa ao sentido Porto/Matosinhos. "Teoricamente, agora, tem duas, na prática tem uma. Toda esta discussão das avenidas atlânticas surgiu porque verificou-se que a largura das faixas não era suficiente. Todo o percurso de Sul para Norte já só se faz numa faixa porque há estacionamentos abusivos em segunda fila e quando não há segunda fila as faixas são estreitas. Quando há pesados, na prática só há uma faixa", argumentou.

"No passeio marítimo não haverá alteração ao espaço pedonal". Vai manter-se a ciclovia. "Não tenho dúvida que será ao longo de 2023 que isto se resolverá", garantiu, admitindo que, no limite, as faixas de rodagem poderão ser "asfaltadas", de novo.