“Danielle” está a chegar, e é preciso atenção ao que esta tempestade pode trazer

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para as “condições meteorológicas adversas” que a tempestade “Danielle” pode trazer. Prevê-se risco de inundações e galgamentos costeiros



Chuva intensa, trovoada e vento forte é o que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que se abata sobre o território continental, do litoral para o interior, a partir desta segunda-feira. A tempestade “Danielle” está a chegar e, perante a possibilidade de chuva intensa em curtos períodos e rajadas de origem convectiva, em especial nas regiões do Norte, Centro e entre os distritos de Lisboa e Setúbal”, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) avançou este domingo com um “aviso à população”. A intensa precipitação poderá levar, segundo a ANEPC, a cheias nas zonas historicamente identificadas como “vulneráveis a inundações e em particular em bacias hidrográficas não regularizadas e de escoamento rápido”. A chuva e o vento fortes podem igualmente causar queda de ramos ou árvores, possíveis acidentes na orla costeira; e dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, sobretudo quando conjugados com maré cheia. Outro dos riscos salientados é a possibilidade de “contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais”. Ou seja, o risco de haver torrentes que arrastem lamas e cinzas para rios e albufeiras de onde se capta água para consumo humano, como as bacias do Zêzere e do Mondego afetadas pelo grande incêndio de agosto na Serra da Estrela. Apesar da humidade do ar aumentar, o IPMA considera que não será o suficiente para travar incêndios, dada a secura em que se encontra a vegetação, especialmente no interior do Norte e Centro, “onde o risco de incêndio rural se mantém”.


Acompanhe a informação meteorológica em www.ipma.pt

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Matosinhos recomenda à população a tomada das necessárias medidas de prevenção e autoproteção, nomeadamente:

a) Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento de águas; b) Adotar uma condução mais defensiva, reduzindo a velocidade; c) Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; d) Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos ou árvores, em locais de vento mais forte; e) Ter especial cuidado com a fixação de estruturas temporárias; f) Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira em zonas mais vulneráveis; g) Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.