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Municípios da Lipor querem capitalizar a energia que se produz pela incineração do lixo doméstico

Os municípios que integram a Lipor – Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Valongo – vão constituir-se numa Comunidade energética intermunicipal para começar a capitalizar o excedente de energia elétrica que produz com a incineração do lixo doméstico



A notícia é avançada pelo presidente do Conselho de Administração da Lipor, José Manuel Ribeiro, numa entrevista ao JN.

Esta Comunidade energética intermunicipal permitirá poupar 3,6 milhões de euros. O que acontece atualmente é que do lixo doméstico produzido na Lipor, que é incinerado, é produzida energia suficiente para iluminar os edifícios públicos, ruas e escolas dos oito municípios servidos pela empresa intermunicipal, que ainda assim consegue ter excedente.

Mas essa energia que sobra está a ser introduzida na rede pública sem benefícios para as autarquias. Os municípios que integram a Lipor querem alterar esta situação e até abrir a Comunidade energética intermunicipal e outras câmaras da região, não sendo obrigatório que estas se tornem sócias da Lipor.

Anualmente, são gerados 170 mil MWh de energia elétrica. Os municípios apenas consomem cerca de 100 mil MWh.

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