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Trabalhadores da Petrogal reclamam inquérito parlamentar ao encerramento da refinaria de Matosinhos

A Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal defendeu esta quarta-feira uma comissão parlamentar de inquérito ao encerramento da refinaria do Porto e à privatização da Galp Energia, onde diz terem ocorrido "casos muito idênticos" aos da TAP



"Na TAP gritou-se pela constituição de uma comissão de inquérito parlamentar e continua-se a gritar a cada revelação que lá é atirada ou que a investigação jornalística vai revelando. Na Galp, ninguém se lembrou da necessidade de uma (ou duas) comissões de inquérito parlamentar para apurar as responsabilidades do Governo no encerramento da refinaria do Porto e, já agora, puxando a fita ainda mais atrás, na entrada do grupo Amorim na Galp", sustenta em comunicado.

Salientando que "a Galp e a TAP são dois pilares da economia nacional, empregam milhares de trabalhadores e aparecem no pódio das maiores exportadoras nacionais", a CCT questiona "a razão de tamanha diferença na abordagem de casos muito idênticos, por exemplo, as indemnizações pagas aos administradores".

"Na TAP grita-se por uma administradora ter recebido uma indemnização de 500 mil euros, na Galp silencia-se que um administrador -- Carlos Costa Pina -- tenha levado uma indemnização de cerca de um milhão de euros e que releva por este ter estado diretamente envolvido na entrega da Galp ao grupo Amorim enquanto secretário de Estado da Finanças do Governo PS/Sócrates", concretiza.

Ainda segundo a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal, a refinaria do Porto "foi encerrada com pesados custos para o país e um impacto tremendo na região Norte e dará lugar a um mega negócio imobiliário sob uma roupagem ecológica e das novas energias".

"O ex-ministro do Ambiente Matos Fernandes antecipou-se e anunciou o encerramento antes da própria administração, querendo depois dizer que nada sabia sobre o assunto, apenas tem um dedo que adivinha", sustenta, acrescentando que, "hoje, este ex-ministro representa grupos imobiliários internacionais e serve de facilitador aos seus negócios em Portugal, porventura a Norte".

Para a CCT, justificar a "diferença de escrutínio" entre a TAP e a Galp com o facto de a primeira ser pública e a segunda privada nada mais é do que um "argumento cínico, que pretende esconder que, em ambos os casos, há suspeitas de favorecimento de interesses privados e prejuízo evidente do país e dos portugueses".

"Há uma dualidade de critérios conforme se trate da TAP ou da Galp, denunciando uma tremenda hipocrisia dos principais atores em palco. Deveriam, pelo menos, ter a decência de tentar salvaguardar as aparências e tentar um equilíbrio democrático", afirma a CTT da empresa de refinação detida pela Galp.

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