Air Invictus gera impacto de 136 milhões de euros e atrai mais de um milhão de visitas
Aquele que foi considerado o maior evento aeronáutico da Península Ibérica em 2026, superou as expectativas em público e no retorno económico e mediático.

O Air Invictus, considerado um dos maiores eventos aeronáuticos realizados na Península Ibérica em 2026, superou as expectativas de público e de retorno económico e mediático. De acordo com uma avaliação da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), o evento gerou um impacto global superior a 136 milhões de euros, somando os efeitos económicos e o valor da exposição mediática alcançada.
Já pela medição feita pela MEO/Geoanalytics, nas áreas definidas onde decorreram os quinze eventos nas quatro cidades, terão estado no Air Invictus cerca de 920 mil visitantes, correspondendo a 1.540 mil visitas, superando as expectativas iniciais de um milhão.
Nas margens e encostas do Douro, do lado do Porto e Gaia, foram contabilizadas 745 mil pessoas, correspondendo a 1.350 mil visitas, distribuindo-se as restantes pelas cidades da Maia, com visitas ao aeródromo Vilar de Luz, e em Matosinhos, onde foi batido o recorde do maior show de drones da Europa e o recorde do mundo com a maior frase escrita por drones, ambos certificados pelo Guinness com uma delegação enviada a Portugal.
Segundo o relatório elaborado pela Faculdade de Economia do Porto, o AIR INVICTUS conduz a um impacto económico global de 57,3 milhões de euros em produção adicional (intervalo entre 45,5 e 76 milhões de euros) e um retorno de promoção para a região de 78,8 milhões de euros, após análise dos relatórios da Cision, Dreammedia, Winprovit e World of Free Sports.
A Faculdade de Economia do Porto faz questão de afirmar que os valores são uma conclusão conservadora, admitindo a possibilidade de o valor de retorno económico e mediático ser superior para a região, já que, entre outros: houve informação que não foi possível recolher e/ou verificar, tal como a exposição em Youtube e Tik Tok (rede que registou mais impacto); houve elementos que se tornou necessário estimar de forma indireta pela impossibilidade de obtenção pela via de questionário (e.g. despesa dos visitantes, número de dormidas adicionais); procedeu-se a uma estimação conservadora dos efeitos induzidos do evento.
Ainda segundo a medição feita por telemóveis conectados às antenas nos locais dos eventos do Air Invictus, 8 em cada 100 telemóveis tinham assinatura estrangeira, sendo provenientes maioritariamente do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Espanha, o que está em linha com os dados de Junho do INE que registou a maioria dos visitantes provenientes desses países.
Através das plataformas digitais de vídeo e streaming, bem como pela distribuição de um documentário através da WOF (World of Free Sports) em 20 canais para mais de 100 países, o Air Invictus alcança em 2026 uma audiência superior a 250 milhões de lares em todo o mundo.
Segundo Luís Castro, Founder e proprietário da marca Air Invictus, a organização mostra-se disponível para voltar a organizar o evento no Grande Porto, desde que o retorno agora anunciado mereça avaliação positiva pelo Turismo de Portugal e Turismo de Porto e Norte, bem como pelas cidades do Porto, Gaia, Maia e Matosinhos que, no total, investiram 5,3 milões de euros.
Ainda segundo Luís Castro, a possibilidade da segunda etapa do AIR INVICTUS acontecer na Arábia Saudita está comprometida pela instabilidade na região, mantendo-se negociações com outro país asiático.





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