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Cabaz alimentar aumentou 45 euros num ano

Um relatório da DECO Proteste revela que, no espaço de um ano, um cabaz alimentar, com 63 produtos essenciais, passou de 184 para 229 euros. Isto significa que o mesmo cabaz está hoje 45 euros mais caro



Numa análise de variação de preços entre 23 de fevereiro de 2022 (um dia antes da guerra) e 15 de fevereiro de 2023, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor chegou à conclusão que quase todos os produtos analisados aumentaram e, muitos deles, de forma bastante expressiva.


TOP 10 DOS PRODUTOS QUE MAIS AUMENTARAM

De acordo com a DECO Proteste, estes são os produtos que aumentaram mais de 47%:

Preço médio atual | Aumento

1. Polpa de tomate 1,63€+ 0,74€ | + 83%

2. Arroz carolino 1,97€+ 0,83€ | + 73%

3. Carapau 5,70€/kg+ 2,38€ | + 72%

4. Couve-coração 1,78€/kg+ 0,74€ | + 71%

5. Alface frisada 3,42€/kg+ 1,37€ | + 67%

6. Pescada fresca 10,03€/kg+ 4,01€ | + 66%

7. Açúcar branco 1,69€+ 0,58€ | + 52%

8. Azeite virgem 6,94€+ 2,29€ | + 49%

9. Cebola 1,56€/kg+ 0,51€ | + 49%

10. Cenoura 1,13€/kg+ 0,36€ | + 47%


Em termos globais, o peixe custa, em média, mais 27% do que há um ano. E há exemplos paradigmáticos em termos de aumento: um quilo de carapaus custa mais 2,38€ (um aumento de 72%) e um quilo de pescada fresca mais 4€ (o que representa um aumento de 66%).

Na carne, os aumentos são superiores aos 22% na maioria dos produtos analisados, sendo o bife de peru e o frango inteiro, os produto cujos aumentos mais se destacam: um quilo de bife de peru custa hoje mais 1,89€ do que há um ano (um aumento de 31,53%); e o frango inteiro mais 0,61€ por quilo

Os congelados aumentaram 13%. Nesta categoria, destaca-se o preço dos douradinhos (mais 20,37% face há um ano), custando agora 5,73 euros por embalagem.

Leite, ovos, queijo e iogurtes líquidos produtos aumentaram, em média, cerca de 27% e uma cesta típica de 14 frutas e legumes já custa quase 30€, ou seja, mais 25% do que há uma no.

A DECO Proteste alerta que os preços dos alimentos não estão a acompanhar a descida da taxa de inflação, que se tem vindo a verificar de há três meses para cá, e pede mais transparência. Apela ainda ao Governo para adotar um papel mais ativo no acompanhamento da evolução dos preços, quer em termos legislativos, quer em termos de fiscalização, sobretudo através da ASAE.

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