Climate Launchpad

Câmara de Matosinhos integrou júri nacional da competição


Os projetos Beat the Butt, E-Gravity e WindCredible são os grandes vencedores da final nacional do ClimateLaunchpad, competição que contou com a Câmara Municipal de Matosinhos no júri. Os três projetos vão representar Portugal na final europeia, que decorrerá em setembro em formato online. Trata-se da maior competição mundial de ideias de negócio que pretendem reduzir o impacto ambiental. Em Portugal, o ClimateLaunchpad é organizado pela UPTEC, LIPOR, Pacto Português para os Plásticos e Smart Waste Portugal. Nas cinco edições anteriores, a iniciativa já apoiou 64 equipas/ideias. Os três projetos nacionais vão ter acesso a incubação gratuita na UPTEC durante quatro meses, apresentar a ideia de negócio ao fundo de investimento de oceanos/clima da Faber; aceder a formação da Grosvenor nas áreas de impacto, sustentabilidade ou oportunidades de investimento; aceder a condições especiais oferecidas pela Câmara Municipal de Matosinhos; obter formação na Ordem dos Engenheiros – Região Norte, cada uma no valor de 1000 euros; receber apoio da Patentree na definição da estratégia de propriedade intelectual; e um dos projetos vai usufruir, ainda, de consultoria da Innovayt para definir a estratégia de financiamento da empresa. Na grande final europeia, estarão presentes mais de 40 projetos oriundos de toda a Europa, que vão disputar o acesso à Global Grand Final, assim como prémios regionais em categorias como Urban Solutions, Clean Energy, Circular Economies, entre outros. O projeto Beat the Butt promete terminar com as beatas de cigarros no meio ambiente. Para o efeito, criou uma pequena caixa que guardará, de forma limpa e sem odor, a ponta final de cada cigarro. Os quiosques e postos de abastecimento terão, depois, locais específicos para que cada pessoa possa despejar a sua pequena caixa aquando da compra do novo maço. Já o E-Gravity criou uma forma de armazenar grandes quantidades de energia, através de baterias com capacidade para mais de um megawatt hora (1MWh). Estas baterias gigantes são carregadas pelo seu movimento ascendente, transformando-o em energia elétrica. As baterias do E-Gravity, que podem ser criadas com resíduos da construção – por serem pesados –, apresentam-se como uma alternativa às baterias químicas e, por isso, mais sustentáveis. Por fim, o WindCredible — que também venceu o Prémio Climate Heroes — está a criar turbinas eólicas de pequena dimensão, feitas de materiais reciclados de veículos elétricos, que podem ser colocados em diversos locais, inclusivamente em ambiente urbano. Este produto vai gerar mais energia renovável e, desta forma, baixar também o custo da energia.