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Costa recebido em Matosinhos por protesto dos professores

Mais de 50 professores do distrito do Porto concentraram-se, esta terça-feira à noite, em frente ao Teatro Municipal Constantino Nery, onde o primeiro-ministro, António Costa, participou num debate sobre habitação


Créditos: JN

Os professores exigem "ser ouvidos" por António Costa, afirmou, em declarações à agência Lusa, Vladimiro Campos, professor no Agrupamento de Escolas do Cerco do Porto.

"O Governo já disse que nos ouve, só que de ouvir a ir para a mesa de negociações, negociar, vai uma grande diferença", salientou Vladimiro Campos, professor há 22 anos.

Entre as reivindicações, Vladimiro Campos destacou a necessidade da classe docente ter "ajudas de custo" quando colocados em escolas longe da sua residência, bem como ver atualizadas as suas carreiras.

"Com quase 50 anos, continuo no 4.º escalão a ganhar mil e poucos euros. Não era isso que eu perspetivava. Tenho dois filhos e não tenho perspetivas de futuro", referiu, acrescentando que os professores são uma classe profissional "mal tratada".

"Não há respeito", observou, dizendo que os professores "chegaram a um limite".

Também à Lusa, Susana Bento, professora no Agrupamento de Escolas Abel Salazar, em Matosinhos, disse que a classe está "farta que o senhor ministro [da Educação] minta".

"Temos de dizer basta", referiu Susana Bento, professora há cerca de 30 anos. E acrescentou: "Estamos a assistir a esta degradação da escola pública e só o Governo pode reverter isto".

No local, o secretário-geral adjunto do PS, João Torres, tentou, em representação do partido, acalmar os docentes.

"Para o PS a valorização dos professores e da carreira docente é um aspeto muito importante e é por isso que o Governo tem conseguido diálogo e as negociações com o objetivo fundamental de mitigar a precariedade que é sentida pelas professoras e professores do nosso país e também no sentido de terminar com o paradigma da casa às costas", disse João Torres.

Enquanto João Torres tentava acalmar os professores, estes continuavam a cantar: "Costa, escuta, a escola está em luta".

Apesar de terem tentado ser ouvidos por António Costa, o primeiro-ministro não se aproximou dos manifestantes, tendo entrado de imediato para o teatro.

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