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Crise da Farfetch deixa projeto do Fuse Valley em risco

Empresa de vendas online pretendia montar outra base em Matosinhos, num investimento partilhado de 200 milhões de euros



A Farfetch, plataforma online de moda de luxo, já com instalações em Leça do Balio, Matosinhos, tinha planeado criar outra grande base no mesmo concelho, nuns terrenos junto à EN14 (Via Norte), mas o investimento de 200 milhões de euros, partilhados com a construtora Castro Group, está em risco, devido à crise da empresa tecnológica.

“Terá 140 mil metros quadrados de construção acima do solo, dos quais 60 mil corresponderão aos escritórios da Farfetch”, anunciava na altura o CEO da construtora Castro Group, Paulo Castro.

O empreendimento de 200 milhões de euros, em parceria com a construtora, inclui também um hotel, apartamentos, comércio e serviços, num projeto anunciado como revolucionário para a economia nacional.

A primeira fase de construção devia ter arrancado no ano passado, mas o projeto ainda não saiu do papel. Perante as notícias de crise na Farfetch, teme-se que fique pelo caminho.

Desde o início do ano, as ações da plataforma de venda de moda de luxo acumulam uma queda de 64%.

Em novembro, depois de adiar a apresentação de contas, a empresa perdeu, em menos de duas horas, 382 milhões em capitalização bolsista, ou seja, metade do valor em bolsa.

Esta semana soube-se que pode vir a despedir 25% dos trabalhadores, o que corresponde a cerca de dois mil postos de trabalho.

O ministro da Economia espera que a Farfetch possa recuperar o estatuto de gigante tecnológico que alcançou quando entrou para o clube dos unicórnios. Além dos prejuízos, a empresa enfrenta um processo judicial nos Estados Unidos por alegadamente enganar investidores

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