Futuro da ferrovia em debate em Matosinhos

43 oradores participam, na terceira edição da conferência “Portugal Railway Summit”, no Terminal de Cruzeiros de Leixões.


Organizado pela PFP - Associação da Plataforma Ferroviária Portuguesa, este evento pretende promover a discussão e visão do setor ferroviário sobre a sua importância para o cumprimento das metas do Green Deal, a mobilidade eficaz das populações e o eficiente transporte de mercadorias, incentivando a Intermodalidade e seus eixos de desenvolvimento e integração com a FERROVIA. Os painéis de discussão são dedicados aos temas dos “Investimentos Nacionais” e da “Inovação e Desafios Tecnológicos”. Amanhã, haverá dois painéis sobre “Intermodalidade” e “Fórum de Clusters Portugueses”, terminando o evento com pitching sessions das empresas do setor. Constituída a 23 de julho de 2015, a PFP tem a missão de “tornar Portugal um centro de referência internacional no setor ferroviário e um local privilegiado para o desenvolvimento de projetos de Investigação, Desenvolvimento e Inovação na área da ferrovia”. Atualmente, a associação agrega mais de 90 membros, repartidos por grandes empresas (públicas e privadas), pequenas e médias empresas (PME), entidades não empresariais do Sistema Nacional de Investigação e Inovação e outras associações empresariais, procurando a representatividade da cadeia de valor da ferrovia em Portugal. Para o presidente da Plataforma Ferroviária Portuguesa, “vivemos um período favorável na ferrovia”. João Figueiredo reconhece, todavia, que nem sempre foi assim. “Temos de recuperar décadas de desinvestimento na ferrovia e apostar na descarbonização dos transportes. Os fundos comunitários de que dispomos são uma oportunidade de tornar a ferrovia no pilar da mobilidade nacional, fomentando a intermodalidade nos transportes”, defendeu.

Recorde-se que Matosinhos acolhe no seu território o Polo Oficinal de Guifões da CP, sede das instalações do CCF – Centro de Competências Ferroviário, cujo objetivo é posicionar “Portugal como uma referência na indústria ferroviária, no desenvolvimento de tecnologias e novos produtos, na formação de capital humano e de empresas nacionais e na aceleração de ideias, projetos e empresas com capacidade de internacionalização”.

Uma das metas definidas pelo Governo é a construção do primeiro comboio português. “Finalmente, a ferrovia voltou às preocupações políticas. Durante anos, foi sendo desvalorizada. Estamos a recuperar esse caminho. A ferrovia tem um papel decisivo na descarbonização das cidades. No caso de Matosinhos, a reabertura da linha de Leixões para o transporte de passageiros é fundamental”, salientou a Presidente da Câmara Municipal. Além de Luísa Salgueiro, na sessão inaugural do “Portugal Railway Summit”, marcaram presença o diretor executivo da Plataforma Ferroviária Portuguesa – Paulo Duarte, o presidente do IMT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes – Eduardo Feio, a presidente da AMT- Autoridade da Mobilidade e dos Transportes – Ana Paula Vitorino, os vice-presidentes da CP - Comboios de Portugal e da IP, respetivamente Pedro Moreira e Carlos Fernandes, do presidente da Metro do Porto – Tiago Braga, do Metropolitano de Lisboa – Vítor Domingues dos Santos, a vereadora do Desenvolvimento Económico – Marta Pontes, entre outros agentes do setor, públicos e privados.