Iniciativa Liberal apoia o investimento no Rio Leça e propõe monitorização pública
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Os Núcleos da Iniciativa Liberal de Matosinhos, Maia, Valongo e Santo Tirso defendem, em comunicado conjunto, que o novo ciclo de investimento previsto seja acompanhado por maior atuação no terreno e mecanismos que permitam avaliar os resultados alcançados.

Os Núcleos da Iniciativa Liberal de Matosinhos, Maia, Valongo e Santo Tirso defendem, em comunicado conjunto, que o novo ciclo de investimento previsto para a recuperação e despoluição da bacia do Rio Leça seja acompanhado por maior atuação no terreno e mecanismos que permitam avaliar, ano a ano, os resultados alcançados.
O Rio Leça nasce em Monte Córdova, em Santo Tirso, e deságua em Matosinhos, atravessando também Valongo e Maia. Durante décadas, foi conhecido como um dos rios mais poluídos da Europa, marcado por sucessivas descargas urbanas e industriais.
"Reconhecer o caminho percorrido não significa, contudo, considerar que o problema esteja resolvido. Nenhum dos quatro concelhos abrangidos pode resolver isoladamente os problemas que persistem no rio", afirmam os liberais.
O partida destaca a reportagem da NOW, emitida a 17 de agosto, que voltou a chamar a atenção para problemas que continuam a afetar o Rio Leça, nomeadamente a poluição persistente e a existência de descargas que importa identificar e combater.
A investigação levantou também questões sobre o funcionamento da rede de monitorização, nomeadamente quanto à operacionalidade de algumas das sondas e ao acesso aos dados recolhidos.
"Os cidadãos devem também poder conhecer os dados que permitem avaliar a evolução da qualidade da água." pode ler-se no comunicado. Estará previsto um investimento superior a 80 milhões de euros para a recuperação da bacia do Leça entre 2027 e 2034. A Iniciativa Liberal apoia este investimento e considera fundamental que seja acompanhado por mecanismos que permitam avaliar os resultados enquanto o programa decorre, e não apenas no final.
“Temos hoje um ponto de partida muito diferente daquele que existia há vinte ou trinta anos, mas precisamente porque vamos entrar num novo ciclo, com um investimento público muito significativo, devemos ser mais exigentes. O objetivo tem de ser conseguir demonstrar, ao longo do tempo, que a qualidade do Rio Leça está efetivamente a melhorar”, defendem os quatro Núcleos da IL.
Por isso, propõem duas medidas concretas: Sondas operacionais e dados públicos e metas ambientais datadas e verificáveis.




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