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Leonardo Fernandes: "Quero chegar a 2029 e ver que as pessoas têm qualidade de vida"

há 11 horas
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Ao fim de oito anos à frente da União das Freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora e já com a Senhora da Hora como freguesia autónoma, Leonardo Fernandes faz um balanço do trabalho desenvolvido e aponta as prioridades para os próximos anos. Em entrevista ao NM – Notícias de Matosinhos, o presidente da Junta destaca a maior proximidade com os cerca de 26 mil habitantes da freguesia, fala dos projetos em curso e das intervenções que pretende concretizar em parceria com a Câmara Municipal.


Depois de oito anos à frente da União de Freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora, passou agora a liderar uma Junta exclusivamente dedicada à Senhora da Hora. O que muda na prática?

A principal mudança é a proximidade. A União de Freguesias tinha cerca de 51 mil habitantes e duas grandes cidades, o que tornava mais difícil estar presente em todo o lado. Agora, estando exclusivamente na Senhora da Hora, consigo estar cá de segunda a sexta-feira e acompanhar de forma mais próxima as necessidades da população. Temos cerca de metade dos habitantes e, naturalmente, conseguimos dar uma resposta mais direta.


Quais são as principais prioridades da Junta para este mandato?

Temos vários projetos. Um dos principais é a reabilitação do edifício da Chaminé, junto à Praça das Sete Bicas. É um edifício devoluto, numa zona central e valorizada da Senhora da Hora, que precisa de ser recuperado.

Queremos também continuar a reivindicar a requalificação do Parque do Carriçal, que consideramos o pulmão da Senhora da Hora, e dignificar a praça junto à estação de metro. Nesse espaço, tenho o sonho de colocar uma locomotiva, como forma de preservar a memória da ligação ferroviária que existiu neste local.

Mas há outra prioridade que está acima de todas: as pessoas. Temos uma forte componente de ação social, através do Banco de Ajudas Técnicas e da loja solidária, e queremos garantir que ninguém sai da Junta sem ser encaminhado ou apoiado.


Alguns destes projetos já estão em marcha?

O Parque do Carriçal está a ser trabalhado pela Câmara, sobretudo na componente ambiental. Relativamente ao edifício da Chaminé, deverá avançar um novo procedimento para tentar concretizar a sua reabilitação.

Quanto à locomotiva, estamos a avaliar os custos e a possibilidade de avançar através de uma parceria entre a Câmara e a Junta.


Tem havido uma boa relação com a Câmara Municipal?

Sim, temos uma excelente relação com a Câmara. É um parceiro fundamental para conseguirmos concretizar muitos dos projetos, sobretudo porque a Junta tem uma capacidade financeira limitada.


Qual foi o grande investimento já realizado neste mandato?

Foi o Jardim da Memória, no cemitério da Senhora da Hora. É um espaço destinado à colocação das cinzas de pessoas falecidas, mas com uma solução diferente da tradicional. Existem 96 gavetas horizontais, integradas num espaço ajardinado, climatizado e com bancos e música ambiente.

É um local pensado para que as famílias possam estar junto dos seus entes queridos num ambiente tranquilo e diferente do modelo tradicional de columbário.


Como viveu a recente entrega de habitações no âmbito do PRR?

Com muita emoção e gratidão à Câmara pelo trabalho realizado. Ver pessoas que esperavam há anos por uma habitação receberem finalmente uma casa é muito importante.

Apesar das centenas de habitações entregues, ainda existe uma lista de espera significativa. Esperamos que os novos investimentos em habitação permitam responder progressivamente a esse problema.


A habitação é, por isso, uma das suas principais preocupações para este mandato?

Sem dúvida. A habitação é uma das grandes dificuldades que temos e, embora não dependa diretamente da Junta, podemos encaminhar as pessoas e reivindicar soluções junto da Câmara e da MatosinhosHabit.

Ao mesmo tempo, quero chegar ao final do mandato com melhorias concretas naquilo que mais preocupa diariamente os cidadãos: os passeios, a poda das árvores, a limpeza urbana, as passadeiras e a mobilidade.


Que Senhora da Hora gostaria de encontrar em 2029?

Uma Senhora da Hora onde as pessoas tenham orgulho de viver e onde sintam que as suas necessidades têm resposta. Sabemos que existem problemas, mas estamos a trabalhar com a Câmara para os resolver.

O meu grande objetivo é chegar a 2029 e poder dizer que melhorámos a qualidade de vida da população.


Para terminar, que mensagem deixa aos habitantes da Senhora da Hora?

Quero dizer-lhes que estou cá, que sou mais um deles e que podem contar comigo. Podem procurar-me por e-mail, telefone ou presencialmente.

Tudo aquilo que estiver dentro da competência da Junta será feito. O que não depender de nós, será reivindicado junto de quem tem essa responsabilidade. É para isso que fomos eleitos: para estar ao lado das pessoas.





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