Lionesa assina protocolo de mecenato com Museu Nacional Soares dos Reis

Pintura de salas do Museu com donativo de 20 mil euros sela acordo



O Lionesa Business Hub (LBH), centro empresarial em Matosinhos, acaba de assinar protocolo de mecenato com o Museu Nacional Soares dos Reis e o Círculo Dr. José de Figueiredo. Entre os itens de colaboração está o donativo de 20 mil euros para a pintura das salas do 2º andar do Palácio dos Carrancas por parte da Lionesa. O apoio do Lionesa BH será exclusivamente para intervenções estruturais do processo de remodelação de determinadas áreas do Museu e este protocolo inscreve-se “no trabalho de democratização e valorização de arte e cultura, no qual a empresa acredita que irá aumentar a produtividade, inovação, criatividade e felicidade da comunidade Lionesa”, adianta António Pedro Pinto, diretor de marketing do LBH.

No protocolo, o Museu Nacional Soares dos Reis comprometeu-se a dedicar os recursos humanos e materiais necessários à implementação deste processo, beneficiando a comunidade Lionesa do estatuto de Amigos dos MNSR.


Sobre o Museu Nacional Soares dos Reis


Criado por D. Pedro IV em 1833, o atual Museu Nacional Soares dos Reis, nasce com a designação de Museu Portuense de Pinturas e Estampas, tendo sido confirmado por D. Maria II, em 1836, no âmbito das reformas da instrução pública levadas a cabo pelo ministro Passos Manuel, sendo o primeiro Museu de Arte do nosso país. No contexto das reformas institucionais da República, em 1911 o Museu passou a designar-se Museu Soares dos Reis em homenagem a um dos grandes nomes da escultura portuguesa.

Com a reorganização do Museu em 1932, que passou à categoria de Museu Nacional, foram executadas fundições em bronze dos modelos em gesso e o espólio do escultor foi sendo reforçado com aquisições ao longo do séc. XX.

Entre 1950 e 1960, sob a direção do escultor e professor Salvador Barata Feyo, o Museu Nacional Soares dos Reis encetou a atualização da coleção, alterando o paradigma da política de aquisições até aí vigente na instituição ao investir na aquisição de obras de artistas contemporâneos sua maioria da escola do Porto.

Até aos meados da década de 1970 a cidade do Porto, votada a uma periferia involuntária, beneficiou de uma certa autonomia em relação à cultura oficial do regime. O isolamento potenciou uma dinâmica artística fértil, expressa na emergência de espaços independentes e alternativos com atividades regulares e uma programação inovadora.

À medida que se estruturava o acervo promovia-se o estudo e divulgação das coleções e estabeleciam-se novas práticas culturais, com destaque para as exposições temporárias e a edição da revista Museu pelo Círculo Dr. José de Figueiredo, a mais antiga revista de artes decorativas em Portugal.

Em 1975 surgiu o Centro de Arte Contemporânea (CAC), que, associado ao Museu Soares dos Reis e instalado nos seus espaços, inaugurou aqui um plano arrojado de exposições e eventos.

Atualmente, o Museu Nacional de Soares dos Reis pretende ser um lugar de pertença, identidade e construção de significados a partir das coleções.