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Matosinhos investe 4,8 milhões em túnel para o metrobus

há 5 horas
2 min de leitura

O acréscimo deve-se à construção de um túnel sob a rotunda da Exponor.

Matosinhos vai investir mais 4,8 milhões de euros na empreitada do Metrobus, elevando o custo total do projeto para 27,8 milhões de euros. O acréscimo deve-se à construção de um túnel sob a rotunda da Exponor, também conhecida como Onda, uma intervenção decidida numa fase posterior ao orçamento inicial.

O túnel tem como objetivo aliviar o trânsito à superfície numa zona de grande afluência e será dedicado ao metrobus.

De acordo com o Jornal de Notícias, a decisão de avançar com esta infraestrutura surgiu na sequência de um estudo de tráfego solicitado pela Câmara Municipal de Matosinhos para aquela zona, já depois de as obras do metrobus terem sido iniciadas.

Recorde-se que, no início de outubro, o executivo municipal votou o prolongamento das obras do metrobus até 31 de março de 2027. A proposta foi aprovada com a abstenção dos três vereadores do PSD e os votos contra dos dois vereadores do Chega.

O inverno rigoroso e as tempestades que sucederam no início de 2026, bem como o Rali de Portugal ter usado a Exponor como centro logístico, terão atrasado as obras naquela zona. A aprovação dos trabalhos e da respetiva despesa, bem como do aditamento ao contrato inicial, fazia parte da ordem de trabalhos da reunião do Executivo realizada na tarde desta quarta-feira. No entanto, o ponto acabou por ser retirado a pedido dos vereadores do PSD e do Chega, que consideraram que a construção do túnel não pode ser classificada como um trabalho complementar.

O vereador social-democrata Bruno Pereira explicou que o túnel não pode ser considerado um trabalho complementar, uma vez que não estava previsto na empreitada inicial. Por esse motivo, alertou para a possibilidade de a proposta conter "um erro". Por sua vez, António Parada, vereador do Chega, levantou a hipótese de existir "uma ilegalidade" ao classificar a construção do túnel como trabalhos complementares, uma vez que estes correspondem a intervenções adicionais às já existentes. Assim, defendeu que o ponto fosse retirado, de forma a prevenir eventuais erros no âmbito da contratação pública.

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