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Matosinhos pede empréstimo de 40 milhões para 500 habitações de renda acessível

As 500 novas habitações serão destinadas a renda acessível, ao contrário das construídas até agora, que integram o regime de renda apoiada. Deverão estar concluídas dentro de três a quatro anos. Está também prevista a reabilitação de 1173 habitações, distribuídas por sete conjuntos habitacionais.

Matosinhos vai pedir um empréstimo de 40 milhões de euros para construir 500 habitações de renda acessível, anunciou Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos. Um dos empreendimentos é exclusivamente para jovens até aos 35 anos.

“Somos um município que, para além da capacidade de execução e de boas equipas, tem capacidade financeira. Portanto, nós vamos recorrer a um empréstimo, vamos à banca”, afirmou Luísa Salgueiro.

Relembre-se que Matosinhos executou a 100% o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), entregando as mais de 500 casas construídas e reabilitadas.

A autarca afirmou que o problema da habitação de Matosinhos não está resolvido e que "ou aguardamos por medidas nacionais ou avançamos, e nós vamos avançar”.

Deste modo, o que a autarquia está a fazer é adiantar a verba que cabe ao Governo. Desses 40 milhões de euros, Matosinhos irá reaver mais de 20 milhões de euros, valor correspondente aos 60% que são da responsabilidade do Governo e que, depois, serão canalizados para outros investimentos.

Luísa Salgueiro sublinho que estas habitações serão para renda acessível e dirigida à classe média. “As que construímos até agora foram para renda apoiada e, agora, queremos construir para renda acessível”. Todas elas serão em terrenos municipais.

Um dos empreendimentos será exclusivamente destinado a jovens até aos 35 anos que têm, atualmente, dificuldade em autonomizar-se.

As habitações estarão prontas entre três e quatro anos. Das 500 habitações, mais de 200 são da responsabilidade do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

A autarquia vai ainda reabilitar sete conjuntos habitacionais, num total de 1.173 habitações, que não foram incluídos no PRR, acrescentou.

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