Matosinhos prepara parecer negativo ao novo Terminal de Contentores Norte de Leixões
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Decisão prende-se com o impacto visual e na mobilidade. O Governo de 931 milhões de euros (ME) no porto de Leixões nos próximos 10 anos. Saiba aqui tudo o que está em causa no plano, que será apresentado hoje pelo ministro Miguel Pinto Luz.

A Câmara Municipal de Matosinhos vai dar um parecer desfavorável ao Terminal de Contentores Norte do Porto de Leixões à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), revelou ontem Luísa Salgueiro, presidente da autarquia.
Esta decisão prende-se em grande parte com o impacto na paisagem e na mobilidade de Leça da Palmeira, nomeadamente. “A câmara propõe que seja emitido parecer desfavorável a esta nova proposta do Terminal de Contentores Norte que implica o fim da marina, a alteração da paisagem em Leça da Palmeira e impactos na mobilidade", afirmou em conferência de imprensa.
A presidente considera que a cidade não deve “encolher” para que o porto cresça, apesar de ter consciência da importância que o porto tem na cidade e no país.
Em discussão pública até 2 de Fevereiro, a ampliação e reorganização do Terminal de Contentores Norte do Porto de Leixões poderá custar até 216,6 milhões de euros.
Hoje, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, apresenta o Plano Estratégico do Porto de Leixões 2025—2035. Luísa Salgueiro não estará presente, por estar em compromissos profissionais em Bruxelas, estando em sua representação Carlos Mouta, vice-presidente da autarquia.
Este plano prevê um investimento por parte do Governo de 931 milhões de euros (ME) no porto de Leixões nos próximos 10 anos.
De acordo com o projeto irá nascer uma plataforma que permitirá o aumento da capacidade anual de movimentação da carga de contentores, ao se facilitar a chegada de embarcações maiores, ou seja, com maior capacidade de carga. Dentro dos planos está também a construção de um terminal de comboios com 750 metros de comprimento. Em causa está também a transferência da Marina de Leixões de Leça da Palmeira para junto do Terminal de Cruzeiros, do lado de Matosinhos. O Centro Hípico também poderá ser afetado.
A duração da construção está estimada em 54 meses (quatro anos e seis meses) e o "horizonte previsto para início da concessão é 2030", prevendo a APDL uma concessão com período máximo de 75 anos.
Segundo o relatório síntese do estudo de impacte ambiental (EIA), “E impactes negativos muito significativos devido à intrusão paisagística gerada pelos pórticos de cais e de parque e pela estrutura compacta de contentores que serão observáveis na envolvente à área portuária, sobretudo a partir do lado do oceano, do Terminal de Cruzeiros e na frente costeira de Leça da Palmeira até ao Farol/Igreja da Boa Nova/Casa de Chá da Boa Nova”, lê-se.“Os impactes visuais negativos são significativos nos locais mais distantes na faixa costeira, tais como a praia e marginal de Matosinhos, incluindo a Avenida General Norton de Matos, rotunda da Anémona e o Castelo do Queijo [já no Porto].”, pode ler-se.





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