Mercadona fatura 41.858 milhões de euros em 2025 e regista lucro de 1.729 milhões
- Notícias de Matosinhos

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Deste total, 39.766 milhões correspondem ao negócio em Espanha e os restantes 2.092 milhões ao projeto em Portugal.

Mercadona, empresa de supermercados, aumentou, em 2025, as suas vendas consolidadas em 8% até aos 41.858 milhões de euros. Deste total, 39.766 milhões correspondem ao negócio em Espanha e os restantes 2.092 milhões ao projeto em Portugal, onde a Mercadona terminou o ano com 69 lojas do total de 1.672 que compõem a rede de supermercados da empresa.
Este aumento das vendas em euros foi possível graças ao “Chefe” que confia, cada vez mais, na empresa para fazer as suas compras, como reflete o aumento de +0,8 pontos na quota de mercado, até 8,8%, em Portugal, e de +0,6% na quota de mercado em Espanha, alcançando os 28,5%, ao esforço das 115.000 pessoas para oferecer uma excelente experiência de compra e aos 2.000 fornecedores, entre os dois países, que reforçaram o seu compromisso com a melhoria da qualidade para ter um sortido cada vez mais eficiente.
Mercadona em Portugal
A empresa, que abriu a primeira loja em 2019, fechou 2025 com 69 lojas em Portugal e 7.500 trabalhadores com contrato sem termo desde o primeiro dia, tendo nesse mesmo ano criado 500 novos postos de trabalho.
Ao longo de 2025, a Mercadona realizou um investimento total de 140 milhões de euros em Portugal e atingiu um volume de vendas de 2.092 milhões de euros, mais 18% do que no ano anterior, tendo obtido um lucro líquido de 26 milhões de euros. Através da empresa portuguesa Irmãdona Supermercados, com sede em Vila Nova de Gaia (Porto), contribuiu com 273 milhões de euros em impostos, totalizando desde 2019, 879 milhões de euros.
A empresa continuou, também, a trabalhar de perto com os seus cerca de 1.000 fornecedores nacionais, aos quais comprou 1.500 milhões de euros.
5.000 novos postos de trabalho e mais de 1.000 milhões partilhados com a equipa
A Mercadona, mais uma vez, foi pioneira na adoção de iniciativas para consolidar uma equipa com empregos estáveis e de qualidade. Exemplo disso é a melhoria da jornada de trabalho, com mais uma semana de férias, a consolidação do poder de compra, com o aumento salarial segundo o IPC e a sua política de remuneração variável, com a distribuição de 780 milhões de euros em prémios por objetivos, dos quais 25 milhões correspondentes a Portugal. Este valor para o trabalhador traduz-se em dois vencimentos mensais para os que têm menos de 4 anos de antiguidade e em três vencimentos para os que que ultrapassam esta antiguidade, tendo em fevereiro, neste último caso, recebido 7.000 € brutos, onde se inclui, neste montante, o seu salário mensal.
Adicionalmente, a Mercadona criou 5.000 novos postos de trabalho, dos quais 500 em Portugal. A empresa fechou o ano com uma equipa de 115.00 pessoas, 7.500 em Portugal.
Mais produtividade e melhor gestão
O desempenho e compromisso dos 115.000 trabalhadores traduziram-se em excelentes resultados, com um aumento de 4% na produtividade, de 16% na gestão de pedidos das lojas e de 4% na eficiência energética, o que levou a Mercadona a obter o seu melhor resultado em termos de rentabilidade, com um lucro de 4,5% sobre a faturação líquida.
Tudo isso elevou o lucro líquido da empresa para 1.729 mil milhões de euros, mais 25% do que em 2024, dos quais 172 milhões de euros são fruto da gestão realizada pela sua tesouraria. Mais uma vez, a empresa decidiu destinar 80% deste lucro (1.383 milhões de euros) a reinvestimentos, com o objetivo de dotar a empresa de uma maior solidez, enquanto os restantes 20% (346 milhões de euros) são distribuídos entre os seus acionistas através de dividendos.
Evolução para o novo modelo de Loja 9
A Mercadona vai investir, nos próximos anos, 3.700 milhões de euros para transformar os seus supermercados em Loja 9, um modelo organizado por processos em vez de por negócios, com mais espaço para produtos frescos e que facilita uma compra mais ágil e simples para os “Chefes”, aumentando a produtividade, a rentabilidade e a eficiência. Entre as principais novidades, este modelo otimiza os processos de corte, de cozedura e de embalar, unificando-os numa única zona denominada Cozinha Central, o que irá gerar uma poupança de 10% em energia e de 40% em água. Além disso, inclui uma atualização técnica da sala de máquinas.



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