“Mergulho no Alvo”: crianças e jovens com Diabetes Tipo 1 celebram conquistas
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- há 2 dias
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ULS de Matosinhos reuniu crianças e jovens em diferentes estádios da doença, incluindo présintomáticos, numa manhã de atividade física, partilha e educação para a saúde, depois de ter sido a primeira ULS do país a implementar o rastreio organizado antes do aparecimento dos sintomas.

A Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), através da Equipa Multidisciplinar da Unidade de Pediatria Endócrina do Hospital Pedro Hispano e em parceria com a Matosinhos Sport, realizou na passada sexta-feira, na Piscina Municipal de Guifões, a iniciativa “Mergulho no Alvo”, dirigida a crianças e jovens com Diabetes Tipo 1 (DT1) e às suas famílias.
O encontro procurou contribuir para a integração e o bem estar das crianças e jovens, combater o estigma associado à doença, reforçar a autonomia na sua gestão e criar um espaço de proximidade entre utentes, famílias e profissionais de saúde.
Um dos aspetos que distinguiu a atividade foi a participação de crianças e jovens em diferentes estádios da Diabetes Tipo 1, incluindo pré-sintomáticos. Atualmente, sabe-se que a DT1 é uma doença autoimune que pode desenvolver-se durante vários anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas, sendo possível identificar autoanticorpos específicos e reconhecer precocemente esses estádios.
A ULSM foi a primeira Unidade Local de Saúde do país a implementar o rastreio pré-sintomático da Diabetes Tipo 1, em parceria com a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), no âmbito do projeto europeu EDENT1FI. Até ao momento, foram rastreadas mais de 5.000 crianças e, entre os casos já analisados, foram identificados 17 utentes com dois ou mais autoanticorpos positivos, encontrando-se outros três a aguardar confirmação.
Esta capacidade de identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas traduz uma mudança de paradigma na Diabetes Tipo 1: em vez de esperar pelo diagnóstico numa fase já clínica, por vezes perante uma situação aguda como a cetoacidose diabética, torna-se possível reconhecer a doença mais cedo, acompanhar a sua evolução e preparar progressivamente a criança e a família. Esta identificação precoce abre ainda caminho a novas abordagens terapêuticas capazes, em situações específicas, de atrasar a progressão para a fase clínica da doença.
No “Mergulho no Alvo”, o programa passou pela água, com uma aula de hidroginástica, e por momentos dedicados à gestão da glicemia durante o exercício, prevenção de hipoglicemias, alimentação e contagem de hidratos de carbono.
A dimensão emocional e social da doença esteve igualmente presente. A Diabetes Tipo 1 exige uma gestão permanente, com decisões quotidianas relacionadas com a alimentação, exercício, escola, sono e controlo da glicemia, a que se pode somar, sobretudo na adolescência, o desgaste de viver com uma doença crónica e o receio de se sentir diferente dos pares. Foi neste contexto que decorreu a atividade “Celebrar as tuas conquistas”, dedicada a reconhecer os pequenos e grandes passos de cada criança e jovem na relação com a doença.




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