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Ministro do Ambiente admite que deveria ter havido mais salvaguardas

O ministro do Ambiente garantiu esta quarta-feira que a Galp não terá qualquer subsídio ou benefício na descontaminação de solos, na sequência do encerramento da refinaria de Matosinhos, e disse que o Governo tem trabalhado no apoio aos trabalhadores



Duarte Cordeiro falou dos números oficiais sobre os trabalhadores afetados e lamentou que no processo o Governo nunca tenha sido envolvido, porque se assim fosse poderia ter havido uma fase de transição, “com mais salvaguardas para os trabalhadores”.

Duarte Cordeiro falava na comissão parlamentar de Ambiente, no âmbito de uma audição pedida pelo PCP a propósito da situação social decorrente do encerramento pela Galp da refinaria de Matosinhos, anunciada no final de 2020.

Na audição, o deputado comunista Duarte Alves afirmou que o fecho da refinaria não teve a ver com descarbonização, mas sim com uma estratégia da empresa, e perguntou quanto dos 60 milhões de euros do Fundo de Transição Justa para Matosinhos ia de facto para os trabalhadores e se a própria empresa iria beneficiar desse montante.

Na resposta, o ministro salientou que a decisão de encerrar a refinaria foi da Galp e que o Governo não concordou com ela, que mostrou preocupações em relação à região e aos trabalhadores, “e tem trabalhado com a região, com o município e com os trabalhadores”.

A secretária de Estado da Energia e Clima, Ana Fontoura Gouveia, admitiu que em Matosinhos tenha havido burocracia excessiva.

No âmbito deste processo foram ouvidas pelos deputados entidades como a presidente da autarquia, a comissão de trabalhadores da Galp, ou os presidentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional, e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

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