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Nova fábrica em Guifões vai produzir mais de 80 comboios para a CP

O primeiro comboio fabricado em Portugal será em 2029. A unidade de montagem vai criar 300 postos de trabalho diretos.

Foi hoje esta manhã a primeira pedra da construção da fábrica de comboios da Alstom, em Guifões, Matosinhos, em parceria com a empresa DST, que vai permitir a renovação da frota da CP-Comboios de Portugal e o reforço de competências no sector ferroviário do país. O primeiro comboio deverá sair da nova fábrica em 2029.

Com 20 mil metros quadrados, a construção da nova unidade de fabrico deverá estar concluída em 2028, estimando-se a criação de 300 postos de trabalho diretos, com a contratação de técnicos altamente qualificados, e de cerca de 1.000 empregos indiretos.

O evento contou com a presença do Primeiro Ministro Luís Montenegro, o Ministro das Infraestruturas e Habitação Miguel Pinto Luz, o Vice Presidente da Câmara de Matosinhos Carlos Mouta, o administrador da CP Pedro Moreira, bem como outros representantes das entidades em questão.

A fábrica deverá produzir 81 automotoras para as linhas suburbanas, contribuindo significativamente para o reforço do know-how nacional no setor da ferrovia. Desenvolvidos especificamente para o mercado português, os comboios terão três carruagens com capacidade para 450 passageiros, acessos sem degraus, conectividade wi-fi e espaços próprios para cadeiras de rodas e bicicletas.

A instalação da fábrica em Portugal enquadra-se no âmbito do contrato de aquisição de 153 comboios (117 iniciais do contrato-base, mais 36 adicionais) por parte da CP à Alstom e de antecipação de prazos de entrega em quase dois anos, envolvendo um investimento de 1.064 milhões de euros, o maior de sempre em material circulante.

"Este primeiro grande encargo, que é o dos primeiros anos, fica aqui uma capacidade instalada para o futuro, para a manutenção de todo o nosso material circulante, mas de futuro também para todas as aventuras que a iniciativa empresarial entender, poder abraçar a partir daqui, seja para municiar a ferrovia portuguesa, seja para exportar conhecimento, exportar material circulante, exportar componentes”, realçou o Primeiro Ministro.

“Com a construção da nova fábrica da Alstom em Matosinhos — que cria 300 empregos diretos e entrega o primeiro comboio made in Portugal em 2029 —, o Governo faz da ferrovia o eixo central da mobilidade: é o maior investimento de sempre, com Alta Velocidade, modernização da CP, material circulante e a reindustrialização do país.”, afirma o Ministro das Infraestruturas e Habitação Miguel Pinto Luz.


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