Spark integra intervenção artística de grande escala com Girafa de Bordalo II
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- há 3 dias
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A escultura demorou cerca de 4 meses a tomar forma e pesa aproximadamente 4 toneladas.

O Spark, o novo espaço dedicado à inovação, arte e sustentabilidade, nasce da regeneração da antiga fábrica da Lactogal, em Leça do Balio, Matosinhos, e integra um conjunto de intervenções artísticas, que reforçam a sua identidade. Entre elas, destaca-se a Girafa de Bordalo II, instalada como um dos elementos visuais centrais do complexo.
Construída a partir de materiais reutilizados, a peça assinala a transição entre o passado industrial do edifício e a sua nova vocação, ligada à criatividade e ao compromisso ambiental. A escultura demorou cerca de 4 meses a tomar forma e pesa aproximadamente 4 toneladas, dos quais cerca de 800kg são plásticos e outros desperdícios.
Bordalo II sublinha que “esta peça fala da destruição ambiental e da preservação” e acrescenta que “a arte no espaço público é democrática: todos podem ver uma girafa a espreitar pelos edifícios e perceber a mensagem – estamos a destruir o mundo à velocidade da luz e temos de cuidar do Planeta Terra, um espaço de todos.”
O conjunto artístico inclui ainda um mural do Colectivo Rua, que recupera referências à história industrial da antiga fábrica através de cor e movimento. Para os artistas “este mural procura mostrar como a arte pode transformar um ecossistema empresarial, acrescentando-lhe cor, identidade e vida.” Reforçam ainda que “projetos artísticos neste contexto têm a força de humanizar a arquitetura, estimular a imaginação e afirmar a arte como motor de comunidade, inovação e bem-estar.”
Integrado numa estratégia de requalificação urbana em Matosinhos, o Spark articula mobilidade, energia e qualidade de vida num ecossistema orientado para a atração de investimento e talento. O projeto, promovido pelo Castro Group, disponibiliza 11.500 m² de escritórios flexíveis, 1.800 m² de comércio e serviços e mais de 4.000 m² de áreas verdes e de lazer, equipadas com infraestruturas para mobilidade suave e carregadores elétricos.
Cerca de 35% da área do complexo é dedicada a zonas verdes, que incluem hortas, áreas desportivas e plantas aromáticas, reforçando o caráter comunitário do novo espaço.





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