Tratamento para dependência de videojogos chega a Matosinhos
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- há 20 horas
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Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde reconhece o gaming problemático como uma patologia integrada no grupo das dependências comportamentais.

O Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) abriu uma nova unidade especializada no tratamento da dependência de videojogos, instalada no antigo Hospital de Matosinhos.
A nova resposta tem capacidade para acompanhar cerca de 100 jovens ao longo de um período entre 18 e 24 meses. O programa terapêutico decorre durante oito a dez meses e procura ajudar os utentes a recuperar o equilíbrio entre o tempo dedicado aos videojogos, a escola, o sono e a vida social. Após essa fase, os participantes continuam a ser acompanhados durante mais um ano através de sessões de grupo. O tratamento inclui também apoio às famílias e poderá vir a ser alargado a outras regiões do país.
Para além da intervenção clínica, a unidade irá desenvolver trabalho nas áreas da investigação, da prevenção dos comportamentos aditivos associados aos videojogos e ao ambiente digital, bem como na promoção da literacia em saúde.
Embora a intervenção seja direcionada sobretudo para jovens com idades entre os 12 e os 24 anos, a equipa responsável assegura que a unidade está preparada para receber pessoas de outras faixas etárias.
Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde reconhece o gaming problemático como uma patologia integrada no grupo das dependências comportamentais. Esta condição caracteriza-se pelo uso excessivo e descontrolado de videojogos ou jogos online, levando ao abandono de atividades essenciais, como a escola, o trabalho ou a convivência social.
Mário Santos, psiquiatra responsável pelo programa, alerta que um dos principais sinais de alarme surge quando o jovem começa a abdicar de atividades importantes e, posteriormente, deixa de sentir prazer noutras áreas da sua vida. Como explica, “normalmente, quando se cria uma questão problemática, o entretenimento deixa de o ser”. Entre as consequências mais frequentes encontram-se ansiedade, sintomas depressivos, perturbações do sono e hábitos alimentares pouco saudáveis.




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