A sua empresa usa IA? Uma decisão errada pode valer milhões em multas
A E-goi prepara um Kit prático para ajudar as empresas a cumprirem as obrigações e evitarem as multas.

As obrigações de transparência do AI ACT (Regulamento da UE sobre IA) entraram em vigor há pouco mais de 1 mês e com elas as fiscalizações pelas autoridades. A E-goi prepara um Kit prático para ajudar as empresas a cumprirem as obrigações e evitarem as multas.
A sua empresa tem um chatbot no site? Utiliza Inteligência Artificial para escrever emails, criar imagens ou produzir conteúdos para redes sociais?
Então há uma pergunta que vale a pena fazer: sabe exatamente onde está a utilizar IA e que regras se aplicam?
O AI Act já está a criar novas obrigações para as empresas e, desde agosto de 2026, algumas das regras de transparência começaram a ser aplicadas.
Para uma empresa, isto pode traduzir-se em situações muito simples do dia a dia.
Por exemplo: se um cliente entrar no seu site e começar a falar com um chatbot, sabe se está devidamente informado de que está a interagir com uma Inteligência Artificial?
É uma pequena questão, mas representa bem a mudança que o AI Act está a trazer: as empresas já não precisam apenas de saber que utilizam IA. Precisam de saber como a utilizam.
A E-goi transforma as novas regras num guia prático para empresas
Foi precisamente a pensar nesta realidade que a E-goi está a preparar um Kit prático sobre o AI Act, totalmente gratuito, com ferramentas que permitem às empresas começar a organizar a utilização de Inteligência Artificial sem transformar o processo num projeto complexo.
O Kit vai incluir uma checklist, um modelo de inventário das ferramentas de IA utilizadas, um guia para avaliar utilizações de IA em marketing, exemplos de textos de transparência e perguntas a colocar antes de adotar uma nova ferramenta.
A proposta é simples: ajudar uma empresa a responder a perguntas que muitas vezes ainda não estão sequer a ser feitas.
Que ferramentas de IA utilizamos? Para quê? Que dados recebem? Quem revê os resultados? E quando temos de informar os nossos clientes de que estão a interagir com uma IA?
O problema pode estar onde menos espera
A Inteligência Artificial entrou nas empresas muito mais depressa do que muitas políticas internas conseguiram acompanhar.
Um colaborador pode usar uma ferramenta de IA para preparar uma campanha. Outro pode gerar imagens. Uma equipa pode utilizar funcionalidades de IA integradas no CRM. E o departamento de marketing pode ter um chatbot no website.
Tudo isto pode acontecer sem existir um inventário das ferramentas, regras internas ou sequer uma pessoa responsável por acompanhar a utilização.
Para a maioria das empresas, o primeiro passo não é criar uma enorme política de Inteligência Artificial.
É simplesmente perceber o que já está a acontecer dentro da empresa.
O próprio artigo da E-goi recomenda começar por identificar as ferramentas utilizadas, a sua finalidade, os dados que recebem, quem as utiliza e se existe revisão humana.
E as multas de milhões de euros?
É aqui que o tema ganha outra dimensão.
O AI Act prevê coimas que podem chegar aos 35 milhões de euros ou 7% do volume de negócios mundial anual para determinadas infrações relacionadas com práticas proibidas. Outras violações podem atingir 15 milhões de euros ou 3% do volume de negócios.
Mas há uma distinção importante: uma PME que utiliza IA para escrever um email não está automaticamente perante uma multa de milhões de euros.
Os valores máximos aplicam-se a determinados tipos de infração e as autoridades devem considerar fatores como a dimensão da empresa, a gravidade da infração, os danos causados e a cooperação da organização.
O verdadeiro alerta para as empresas é outro: não saber onde estão a utilizar IA pode significar não saber sequer quais são as obrigações que lhes podem ser aplicáveis.
5 perguntas que qualquer empresa deve conseguir responder
Antes de complicar o processo, uma empresa pode começar por cinco perguntas simples:
1. Que ferramentas de IA utilizamos?Incluindo ferramentas independentes e funcionalidades de IA integradas noutras plataformas.
2. Para que as utilizamos?Escrever conteúdos não é necessariamente igual a utilizar IA para tomar decisões sobre pessoas.
3. Que dados introduzimos?É importante perceber se estão a ser utilizados dados pessoais, confidenciais ou estratégicos.
4. Quem revê os resultados?A IA pode criar a primeira versão, mas a responsabilidade pelo resultado final continua a ser da empresa.
5. O utilizador sabe quando está a falar com uma IA?No caso de determinados sistemas, como chatbots, existem obrigações de transparência que devem ser consideradas.
Estas cinco perguntas não resolvem todo o AI Act — mas ajudam uma empresa a perceber por onde começar.
É precisamente aqui que entra o Kit da E-goi
Em vez de deixar as empresas sozinhas perante legislação, dúvidas e dezenas de interpretações diferentes, a E-goi preparou um conjunto de ferramentas gratuitas para transformar estas perguntas em ações concretas.
O Kit prático sobre o AI Act vai permitir às empresas:
identificar as ferramentas de IA que já utilizam;
organizar a informação sobre cada utilização;
avaliar aplicações de IA no marketing;
perceber quando é necessária maior transparência;
definir algumas regras básicas para a utilização destas ferramentas.
Não se trata de transformar cada PME num especialista jurídico em Inteligência Artificial. Trata-se de começar por ter controlo sobre aquilo que já está a acontecer.
Quer receber o Kit?
Utilizar IA não é o problema. Utilizá-la sem saber como, é que pode ser.
O AI Act não significa que as empresas tenham de deixar de utilizar Inteligência Artificial.
Grande parte das utilizações quotidianas em marketing, produtividade e criação de conteúdos encontra-se em níveis de risco mais reduzidos. O importante é perceber como a tecnologia está a ser utilizada e aplicar as medidas adequadas ao contexto.
Para muitas empresas, o primeiro passo pode ser tão simples como criar um inventário, definir algumas regras internas e garantir que existe revisão humana.
Porque, no fundo, a questão já não é se a sua empresa vai utilizar IA. É se sabe o que está a fazer com ela.





Comentários